Mandado de segurança por demora do INSS: como se organizar
ENTENDA NA PRÁTICAO INSS passou do prazo para analisar o pedido e o cliente cobra uma solução que o escritório ainda não sabe como organizar.
Mandado de segurança por demora do INSS: como se organizar
Quando o INSS ultrapassa os prazos de análise fixados no acordo homologado pelo STF, o mandado de segurança é o caminho usado pelos advogados. Antes de avaliar a medida, confira a data do requerimento, se há exigência pendente, o prazo do benefício e a jurisprudência atual. Este post trata da organização do controle; a decisão jurídica é do advogado.
Em que situação se fala em mandado de segurança por demora?
Quando o requerimento permanece sem decisão além do tempo que o INSS deveria levar para analisá-lo, a demora deixa de ser apenas um incômodo e passa a ser um tema jurídico. É nesse cenário que os advogados previdenciaristas costumam avaliar o mandado de segurança, para que a autoridade seja instada a decidir.
Este texto não substitui a análise jurídica do caso, que cabe ao advogado. Ele trata do que antecede essa análise: reunir as informações, identificar os casos em atraso e organizar o controle. Se o processo está apenas sem movimento, comece pelo post processo parado no INSS.
Que prazos o acordo do STF fixou para o INSS?
O acordo homologado pelo STF no RE 1.171.152 (Tema 1066), entre INSS, MPF e DPU e confirmado pelo Plenário em fevereiro de 2021, fixou prazos máximos para a conclusão da análise. Eles passaram a valer seis meses após a homologação.
| Benefício | Prazo máximo do acordo |
|---|---|
| Salário-maternidade | 30 dias |
| Auxílio por incapacidade | 45 dias |
| Pensão por morte | 60 dias |
| Aposentadorias (salvo por invalidez) e BPC | 90 dias |
| Agendamento de perícia | Até 45 dias |
O que conferir antes de avaliar a medida?
- Data do requerimento e do protocoloConfirme a data em que o pedido foi feito e o número do protocolo, que será necessário para qualquer providência.
- Situação e movimentaçõesVerifique se o pedido continua em análise, se houve exigência e se alguma foi cumprida, com as datas.
- Prazo aplicável ao benefícioCompare o tempo decorrido com o prazo do benefício. Anote a conta, com as datas, no histórico do cliente.
- Pendências do próprio escritórioVerifique se falta algum documento ou perícia agendada. Uma pendência do cliente pode mudar a avaliação.
- Providências administrativas anterioresReúna os contatos já feitos com o INSS e os registros das respostas.
Para o funcionamento da central de cumprimento formada por INSS, MPF e DPU, e para a análise do cabimento, o advogado deve consultar as fontes oficiais e a jurisprudência atual. O dever de decidir também aparece na Lei nº 9.784/1999, cujo art. 49 prevê até 30 dias para a decisão após concluída a instrução, prorrogáveis por igual período, motivadamente.
Que informações o escritório deve reunir sobre o caso?
- Dados do cliente e número do requerimento.
- Benefício pedido e data do requerimento.
- Histórico das movimentações, com data de cada uma.
- Exigências abertas e cumpridas, com datas.
- Contatos feitos com o INSS, com protocolos e respostas.
- Documentos e comprovantes que embasam o pedido.
Quanto mais organizado o histórico, mais rápido o advogado avalia o caso. Veja o post sobre o histórico de movimentações do processo.
Como conversar com o cliente enquanto a medida é avaliada?
O cliente quer saber se haverá solução e quando. A resposta honesta é explicar o que foi verificado, o que o escritório está avaliando e que o tempo e o resultado dependem do INSS e do Judiciário. Evite prometer prazo ou resultado.
Registre na ficha o que foi dito, e quem fala com o cliente. Para a rotina de comunicação, veja como informar o cliente sobre o andamento do processo.
Como controlar os casos em atraso sem depender da memória?
O risco típico é o caso que passou do prazo de análise e ninguém percebeu. Uma rotina simples resolve: toda semana, listar os requerimentos em análise, comparar a data do pedido com o prazo do benefício e separar os que o ultrapassaram, atribuindo cada um a um responsável.
Como o PrazoPREV ajuda a acompanhar os prazos do acordo?
O PrazoPREV tem uma área dedicada a isso: em Prazos, a aba Mandados (MS) reúne os prazos do acordo do STF para cada benefício, a partir dos requerimentos que o advogado consultou no GERID com o próprio acesso e enviou ao sistema com um clique. O escritório vê quais pedidos já ultrapassaram ou estão perto de ultrapassar o prazo do benefício.
A ficha do cliente guarda a linha do tempo e os despachos, o que ajuda o advogado a reunir as informações do caso. A decisão de avaliar ou não o mandado de segurança é sempre do advogado: o PrazoPREV organiza a informação e calcula os prazos automaticamente, que são estimativas e devem ser conferidos no processo e na jurisprudência atual.
Perguntas frequentes
Qualquer demora do INSS justifica um mandado de segurança?
Isso depende do caso e da avaliação do advogado. É preciso conferir o prazo do benefício, a existência de exigência pendente e a jurisprudência atual.
Qual o prazo do INSS para analisar um pedido de aposentadoria?
No acordo homologado pelo STF, o prazo máximo para aposentadorias, salvo por invalidez, é de 90 dias. Confira sempre se o caso se enquadra.
Existe alguma providência antes do mandado de segurança?
O acordo prevê uma central de cumprimento formada por INSS, MPF e DPU. O advogado deve avaliar, no caso, qual caminho é mais adequado.
O PrazoPREV ajuíza o mandado de segurança?
Não. Ele organiza o controle dos prazos e reúne o histórico do caso. A decisão e a medida jurídica cabem ao advogado.
Fontes consultadas
- STF confirma acordo sobre prazos de análise do INSS — Supremo Tribunal Federal
- STF confirma acordo com novos prazos para o INSS analisar benefícios — Agência Brasil
- Lei nº 9.784/1999 — Presidência da República
Conteúdo informativo, com base nas fontes acima na data de publicação. Regras e telas oficiais podem mudar: confira sempre no processo, no INSS e na sua seccional da OAB. O PrazoPREV é um produto independente, sem vínculo com o INSS ou a Dataprev.
Guias do GERID sobre o tema
Leia também no blog
Processo parado no INSS: o que verificar e como agir
ENTENDA NA PRÁTICAPrazo para o INSS analisar benefício: quanto tempo cada pedido tem
ENTENDA NA PRÁTICAHistórico de movimentações do processo no INSS: como registrar
ROTINA QUE CABE NO DIA