Todo mês o cliente liga perguntando quando a aposentadoria sai, e a resposta do escritório é sempre a mesma: está em análise.

Aposentadoria no INSS: quanto tempo demora e como acompanhar

Publicado em · 6 min de leitura · Equipe PrazoPREV (como produzimos) ·

Resposta rápida

No acordo homologado pelo STF no RE 1.171.152 (Tema 1066), o prazo máximo para o INSS concluir a análise das aposentadorias, salvo por invalidez, é de 90 dias. O tempo real varia por caso, por exigências e por etapas do pedido. Para responder bem ao cliente, o escritório precisa registrar o protocolo e conferir o processo com frequência.

Quanto tempo o INSS tem para analisar a aposentadoria?

O acordo homologado pelo STF no RE 1.171.152 (Tema 1066), entre INSS, MPF e DPU, confirmado pelo Plenário em fevereiro de 2021, estabeleceu prazos máximos para o INSS concluir a análise, de 30 a 90 dias conforme o benefício. Para as aposentadorias, salvo por invalidez, o prazo é de 90 dias.

Esse é um limite para a análise, e não uma previsão de quando o benefício será pago. O tempo real depende de exigências, de eventuais agendamentos e de como o prazo é contado no caso. Os prazos passaram a valer seis meses após a homologação, e o escritório deve conferir no processo e na jurisprudência atual se o pedido se enquadra.

O que pode alongar o tempo do pedido?

Mesmo com um prazo de referência, o pedido pode demorar mais por razões que o escritório consegue enxergar, desde que olhe o processo com atenção.

  • Exigência aberta e não cumprida, ou cumprida com atraso.
  • Documento enviado de forma incompleta ou ilegível.
  • Pedido parado em análise sem movimentação por muito tempo.
  • Informações divergentes no cadastro do cliente.
  • Falta de acompanhamento: uma exigência que ninguém viu.

Boa parte dessa lista depende do escritório. É por isso que o acompanhamento regular é a melhor forma de encurtar o tempo percebido pelo cliente. Veja como tratar uma exigência no guia Exigência no GERID.

O que responder ao cliente que pergunta todo mês?

A pergunta "quando sai?" não tem resposta exata, mas tem uma resposta honesta e útil: o que foi conferido, em que data e qual é o próximo passo. Isso reduz a repetição das ligações e mostra que o escritório está de olho.

  1. Confira o processo antes de responderAbra o requerimento e leia a situação, a Última Atualização e os despachos recentes.
  2. Diga a data da conferência"Conferimos hoje e a situação é esta" vale mais do que "está em análise".
  3. Explique o prazo de referênciaMencione o prazo do acordo, com a ressalva de que o caso deve ser conferido.
  4. Diga o que depende do clienteSe houver documento a enviar, deixe claro o que falta e até quando.
  5. Combine o próximo retornoUma data fixa evita ligações no meio do caminho.

Veja mais em Como informar o cliente sobre o processo.

Como acompanhar o pedido do protocolo até a decisão?

O acompanhamento eficiente tem três ingredientes: um ponto de partida (a data do protocolo), uma frequência de conferência e um registro do que muda. Sem eles, cada consulta ao GERID começa do zero.

  • Registre protocolo, número do requerimento e responsável pelo cliente.
  • Defina uma rotina de conferência, por exemplo semanal, com dias fixos.
  • Leia o despacho sempre que a situação ou a Última Atualização mudar.
  • Anote cada movimentação com a data.
  • Marque os pedidos que ultrapassam o prazo de referência para uma revisão.

A Última Atualização é um bom ponto de partida para o controle interno, mas não é a prova da ciência. A data que vale é a da ciência, conferida no processo. Veja Última atualização no GERID.

O que fazer se o prazo de 90 dias passar?

Se o INSS ultrapassar o prazo sem decidir, o acordo prevê uma central de cumprimento formada por INSS, MPF e DPU, e o mandado de segurança é o caminho usado pelos advogados quando o prazo de análise estoura. A medida adequada depende do caso, e a decisão é do advogado.

O que o escritório pode fazer é manter a conferência em dia para perceber o atraso a tempo. Há mais sobre o caminho em Mandado de segurança por demora do INSS.

Como o PrazoPREV ajuda a acompanhar as aposentadorias?

O advogado consulta o GERID com o próprio acesso e envia os processos ao PrazoPREV com um clique, na lista de requerimentos. O sistema registra as movimentações e calcula os prazos de exigência e recurso automaticamente, e a tela Movimentações mostra o que mudou e quando, em vez de obrigar a equipe a abrir processo por processo.

A lista de Estagnados reúne os pedidos em análise ou exigência sem movimentação há mais de 30 dias, e a tela Prazos › Mandados (MS) mostra os prazos do acordo do STF. Na ficha do cliente, a equipe encontra a linha do tempo e os despachos do INSS, o que ajuda a dar uma resposta objetiva quando ele liga. Os prazos são estimativas e devem ser conferidos no INSS. Para o método, veja Como organizar os prazos do GERID.

Perguntas frequentes

Qual é o prazo para o INSS analisar uma aposentadoria?

O acordo homologado pelo STF no Tema 1066 prevê 90 dias para as aposentadorias, salvo por invalidez. Confira no processo e na jurisprudência atual se o caso se enquadra.

Aposentadoria por invalidez tem o mesmo prazo?

Não. O acordo exclui a aposentadoria por invalidez do prazo de 90 dias. Confira o prazo aplicável ao caso na fonte.

Posso prometer ao cliente uma data de decisão?

Não é recomendável. O prazo do acordo é uma referência jurídica, não uma garantia. Informe a data da última conferência e o próximo passo.

O que fazer se o INSS não decidir em 90 dias?

Há uma central de cumprimento formada por INSS, MPF e DPU, e o mandado de segurança é o caminho usado pelos advogados. A escolha cabe ao advogado do caso.

Fontes consultadas

Guias do GERID sobre o tema

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