Segunda-feira, 8h: a equipe abre o GERID, confere um processo, volta à lista, abre o próximo, e a manhã termina antes de qualquer peça ser escrita.

O tempo que o escritório gasta conferindo o GERID processo por processo

Publicado em · 6 min de leitura · Equipe PrazoPREV (como produzimos) ·

Resposta rápida

Conferir o GERID processo por processo consome tempo que não aparece em nenhum relatório: abrir, ler a situação, comparar com a planilha, anotar e voltar à lista. Para reduzir esse custo, meça quanto da semana vai para a conferência, separe o que é consulta do que é controle e registre o resultado uma única vez, em um lugar só.

Onde o tempo some quando se confere o GERID à mão?

O GERID e o Portal de Atendimento do INSS mostram o requerimento, mas não organizam o trabalho do escritório. Para saber se algo mudou, alguém precisa abrir cada processo, ler a situação (Em análise, Exigência, Concluída ou Cancelada), olhar a data de Última Atualização, procurar um despacho novo e só então decidir o que fazer.

O custo raramente está na consulta em si. Está no que vem depois: voltar à lista, achar o ponto em que parou, comparar com a planilha, corrigir a data, avisar o responsável. Cada uma dessas etapas parece pequena, e é por isso que o total passa despercebido.

  • Abrir e voltar: a cada processo, o caminho de ida e volta repete-se.
  • Comparar com a planilha: é preciso lembrar o que estava anotado para perceber o que mudou.
  • Anotar à mão: a mesma informação é digitada de novo em outro lugar.
  • Repetir a conferência: como ninguém tem certeza do que já foi visto, o mesmo processo é aberto duas vezes.
  • Interrupções: o cliente liga, a conferência para e recomeça depois.

Por que esse custo é invisível?

Ninguém registra o tempo de conferir andamento. Ele se mistura ao atendimento, ao protocolo e à redação, e entra na conta como parte natural do dia. O efeito aparece só depois: peças que atrasam, retornos ao cliente que demoram, e a sensação de que a equipe trabalha o dia inteiro e mesmo assim chega ao fim da semana sem saber o que venceu.

Como medir o tempo da conferência no seu escritório?

Uma medição simples, de uma semana, já mostra a dimensão do problema. O objetivo não é cobrar ninguém, e sim enxergar o que hoje é invisível.

  1. Defina o que conta como conferênciaAbrir o processo para ver se houve movimentação, atualizar a planilha e avisar a equipe sobre mudanças.
  2. Registre por uma semanaCada pessoa anota, ao fim do dia, o tempo aproximado gasto nessas tarefas. Uma estimativa honesta basta.
  3. Separe consulta de controleConsulta é ler o que o INSS registrou. Controle é transformar isso em prazo, responsável e tarefa. O segundo costuma ser o mais repetitivo.
  4. Compare com o que foi encontradoQuantas conferências não revelaram nada novo? Quantas foram repetidas por duas pessoas?

O que reduz o retrabalho sem perder o controle?

A conferência não desaparece: o advogado continua sendo quem consulta o GERID com o próprio acesso. O que se pode reduzir é a parte que vem depois da consulta. Algumas práticas ajudam mesmo sem nenhum sistema novo.

  • Uma única fonte de registro: a informação entra uma vez e todos consultam o mesmo lugar.
  • Horário fixo de conferência: consultar em blocos, e não a cada interrupção, evita recomeços.
  • Data-base anotada na hora: registre a data da movimentação assim que a situação mudar. O método está em Como organizar os prazos do GERID no escritório.
  • Responsável por processo: quem confere sabe que aquele grupo é seu, e não de todos.
  • Prioridade por urgência: comece pelo que vence primeiro, não pela ordem da lista.

Quando a rotina de conferência vira planilha, vale também avaliar os limites desse método. Veja o que costuma falhar em Planilha de controle de processos do INSS.

O que não deve ser delegado a ferramentas de terceiros?

O Acordo de Cooperação Técnica entre o INSS e a OAB-SP (ACT nº 264/2024) prevê que a credencial do GERID é pessoal e que ela pode ser bloqueada em caso de compartilhamento de senha ou de uso de aplicativos ou dispositivos automatizados não autorizados pelo INSS. Por isso, a saída para ganhar tempo não é entregar o acesso a um terceiro nem usar robôs, e sim organizar melhor o que o próprio advogado já consulta.

Como o PrazoPREV reduz o trabalho depois da consulta?

O PrazoPREV foi pensado para a etapa que mais repete trabalho: transformar o que o advogado consultou em prazo, responsável e tarefa. O advogado entra no GERID com o próprio acesso e, na lista de requerimentos, envia os processos ao PrazoPREV com um clique. O sistema registra as movimentações e calcula os prazos de exigência e de recurso a partir da data da movimentação, com cores por urgência e aviso no sino e no navegador antes do vencimento.

A tela de Prazos separa o que está em exigência, o prazo de recurso, as exigências vencidas e os vencidos. Cada prazo tem responsável, e o filtro de prazos sem responsável mostra o que ainda não tem dono. Os prazos são estimativas: a data final deve sempre ser conferida no INSS. O PrazoPREV não pede, não lê e não guarda a senha do GERID.

Perguntas frequentes

Conferir o GERID todos os dias é necessário?

Depende do volume e da natureza dos pedidos. O importante é ter uma periodicidade definida e um responsável, para que nenhuma mudança de situação fique sem leitura por tempo indefinido.

A Última Atualização basta para saber se algo mudou?

Ela indica quando houve movimentação e é um bom ponto de partida para o controle interno, mas não prova a data da ciência. A data que vale deve ser conferida no processo.

Posso pedir a um estagiário que confira os processos?

Pode, desde que ele use o acesso previsto no acordo da sua seccional e que haja um método claro de leitura. A credencial é pessoal e não deve ser compartilhada.

O PrazoPREV substitui a consulta ao GERID?

Não. O advogado continua consultando o GERID com o próprio acesso. O PrazoPREV organiza os prazos do que foi consultado.

Fontes consultadas

Guias do GERID sobre o tema

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